Paulo Skaf esteve ontem com Michel Temer em Brasília. Após a reunião, o presidente da Fiesp, entidade industrial que patrocina parte da campanha pelo impeachment de Dilma Rousseff, afirmou que o vice é contra o aumento de impostos. Skaf ressaltou publicamente que não houve compromisso firmado ali, já que o impedimento da presidente ainda precisa ser submetido ao Senado

Redução de ministérios, ajuste fiscal, reformas estruturais, Estado menor e compromisso de manutenção de programas sociais. Isso foi o que apareceu até agora em documentos e declarações de Michel Temer e de seus aliados a respeito de um eventual governo do peemedebista. Aqui estão os planos do vice caso o impeachment de Dilma venha a ser consumado.

Pesquisador de impeachments na América Latina, o professor argentino radicado nos EUA Aníbal Pérez-Liñán, afirma que o uso do impedimento para punir um governo fraco pode transformá-lo em ‘arma’ de qualquer maioria circunstancial. “O gênio está solto, e será difícil controlá-lo”, diz.