Pacote anunciado ontem por Temer e Henrique Meirelles prevê um ajuste fiscal mais profundo do que o proposto por Dilma Rousseff em 2015. Uma das principais medidas, que precisa ser aprovada no Congresso, prevê que os gastos públicos não poderão crescer acima da inflação do ano anterior, o que terá impacto na Saúde e na Educação.

Outra medida do pacote é o resgate de dinheiro emprestado pelo Tesouro Nacional ao BNDES. A previsão é de que o banco estatal de desenvolvimento devolva R$ 100 bilhões em dois anos para o governo. Segundo o ministro da Fazenda, esses recursos estariam “ociosos”.

A terceira medida central anunciada pelo presidente interino e seu titular da Fazenda é o fim do Fundo Soberano, criado por Luiz Inácio Lula da Silva para guardar recursos do pré-sal. O fundo dispõe hoje de R$ 2 bilhões em patrimônio, boa parte aplicada em ações do Banco do Brasil. Com o anúncio, os papéis do banco estatal caíram 5%.

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