O Senado vai escolher os 21 integrantes de sua comissão especial do impeachment na segunda-feira. Essa comissão vai elaborar um relatório. A previsão é que a análise do processo ocorra em meados de maio pelo plenário. Ali, se a maioria dos senadores optar por abrir um julgamento contra Dilma Rousseff, a presidente será afastada por 180 dias.

A decisão final sobre o afastamento de Dilma é do Senado, mas o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, sugeriu ontem que não há mais volta. O peemedebista disse que, na prática, os deputados já “derrubaram o governo”.

O vice-presidente da Câmara, Waldir Maranhão, determinou ontem que o Conselho de Ética que analisa a quebra de decoro parlamentar de Cunha se atenha ao fato de ele ter mentido aos colegas sobre contas na Suíça ligadas ao seu nome. Dessa forma, as denúncias de que o peemedebista recebeu propina de contratos da Petrobras vão ficar de fora das discussões.

O PSDB negocia com Michel Temer. Os integrantes do maior partido de oposição dizem que pretendem colaborar com um eventual governo do vice, mas sem ceder seus quadros centrais ao peemedebista, como o economista Armínio Fraga.