Como disse o grajauense Márcio Viana em um grupo do aplicativo de mensagem WhatsApp “É salutar a distribuição de mudas; agora o que tem sido feito para evitar o desmatamento desenfreado?”, questionou a iniciativa da Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Grajaú (SEMA) em doar várias espécies de mudas a população na manhã desta segunda-feira (6) na Praça Turística do Canoeiro em comemoração ao Dia do Meio Ambiente.

O questionamento de Viana cai como uma luva diante do último episódio autorizado pela SEMA que garantiu a extinção das árvores num projeto de Praça Público em frente ao aeroporto municipal, no setor Expoagra no dia 27 de maio deste ano.

“A comunidade chorou e pediu socorro ao ver árvores como pequi e bacuri sendo cortadas; estive no local e sentir fragilizada sem poder fazer nada”, relatou a vereadora Elisabeth Nogueira (PV), ao denunciar a autorização de 4 de maio de 2016, dada ao empresário Pedro Torres, pelo secretário municipal de Meio Ambiente, Raimundo Sabóia.

O local é uma das áreas vendidas pela gestão municipal, autorizada pela Câmara Municipal de Grajaú quando aprovou o Projeto de Lei n° 273/2015 de 5 de fevereiro de 2015, que autorizar o Poder Executivo a promover leilão para alienar terras, terrenos e lotes de propriedade a Prefeitura Municipal e dá outras providências;VEJA A LEI sendo que no dia 7 de agosto de 2015, o Ministério Público do Maranhão por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Grajaú pediu anulação da venda destes imóveis ao constatar algumas irregularidades sendo elas: Descrição exata de quais os imóveis estavam sendo leiloados, como a falta de avaliação dos mesmos.

Portanto fica um questionamento no ar? Há contradições ou não nisso tudo?